Dê-me um pouco
de sua fé para que a ultrapasse, saia desse nojento mundo do bem e do mal e
eleve minha moral para o que é natural. Nietzsche e Agostinho. Fascinantes. O
primeiro me trouxe à filosofia. O segundo fez com que eu não a deixasse. Creio que se eles se olhassem por míseros
segundos e lessem no olhar do outro o fascínio do que pensavam, haveria um
convencimento mútuo e veloz. Extremos, viscerais, que misturaram como poucos a
filosofia com suas vidas. Nem ouso querer escolher. Desejaria a incredulidade
de um e misteriosa “fé dúbia” do outro. Perco-me na indecisão mais feliz dos meus últimos dias.
sábado, setembro 10, 2011
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